terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sobre Atafona

O jornalista João Noronha, está preparando seu novo livro.
Ele que é um dos maiores pesquisadores sobre Atafona.
João conta em detalhes eventos e fatos acorridos na terra sanjoanense.

Campos dos Goytacazes

O município de Campos dos Goytacazes se encontra ao Norte do Estado do Rio de Janeiro.
Seu principal acesso é pela BR-101.
Banhado pelo Oceano Atlântico o município se destaca como um grande pólo de exploração de petróleo sendo o maior produtor de petróleo do Brasil, a indústria de cerâmica se destaca como a maior do estado além das usinas de açúcar e álcool com um total de 6 usinas .

Interessante
1627 - Os colonizadores começaram com 12 cabeças de gado sendo 10 vacas e 2 touros.
1633 - Algumas edificações ao redor Lagoa Feia.
Valério Corsuga (Indio domesticado que tomava conta da propriedade)

Falando de História

As terras dos índios goitacás começaram a ser colonizadas pelos portugueses em 1627, com a chegada dos "Sete Capitães". Pertenceu à capitania de São Tomé e se tornou, cinqüenta anos depois, no dia 29 de maio, a Vila de São Salvador dos Campos. Foi elevada à categoria de Cidade em 28 de março de 1835.
Importantes fatos históricos se deram em Campos dos Goitacazes, entre eles está a partida dos primeiros voluntários para a Guerra do Paraguai, em 28 de janeiro do 1865, pelo vapor "Ceres". Outro momento importante foi o movimento do abolicionismo, que teve seu ponto alto em 17 de julho de 1881, com a fundação da Sociedade Campista Emancipadora, que propagava a luta pela emancipação dos negros. O jornalista Luís Carlos de Lacerda e José Carlos do Patrocínio, cognominado de o "Tigre da Abolição" foram os maiores expoentes da causa. Porém, foi a última cidade brasileira a aderir a abolição da escravidão. As visitas do imperador Dom Pedro II e a luta republicana foram outros marcos da história de Campos.
O surgimento em 1652 da agroindústria açucareira, com a instalação do primeiro engenho em Campos, hoje menos promissor, dava início ao progresso da região. O petróleo foi oficialmente descoberto no Farol de São Tomé, reativando o desenvolvimento da região.

Falando de Cultura
A cerâmica, o couro, a palha e a madeira são os materiais de destaque em seu artesanato. Na culinária, além da cachaça e da goiabada cascão, o suspiro e o chuvisco são famosos. Havendo grande tradição cultural e política na região da chamada Baixada Campista. Vale destacar também a fundação da primeira sala de cinema de Campos construida pelo Sr. Alamir, conhecida como Cine São José, sendo o prédio trazido da Europa pedra por pedra e reconstruído na cidade, e tendo como primeira exibição o filme Marcelino Pão e Vinho.

Falando de Iluminação Pública
Em 1883, Campos dos Goytacazes foi o primeiro município do Brasil a ter iluminação pública, com energia proveniente de uma máquina a vapor.

Falando de Futebol
A cidade de Campos dos Goytacazes tem como principais clubes de futebol o Americano Futebol Clube campeão brasileiro em 1975, o Goytacaz Futebol Clube e o Centro Esportivo Rio Branco. O clássico citadino, entre o Americano e o Goytacaz, conhecido como Goyta-Cano, é o maior clássico de futebol do interior do Estado do Rio de Janeiro, por reunir as equipes mais vitoriosas da região, que se confrontam desde a década de 1910.
O Instituto Historiar em parceria com a HL Pesquisas vem realisando uma série de palestra nas escolas estaduais e municipais do município com o tema Historiar. As palestras visam resgatar as tradições e preservar a história da nossa região.
Os pesquisadores Élvio Gomes Corderio e Leandro Cordeiro apresentam um conteúdo rico em fotografias, onde os alunos tem a oportunidade de interagir podendo não só ver de perto as fotos referentes a época.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

José do Patrocínio

Cronologia
1853: Em 9 de outubro José Carlos do Patrocínio nasceu em Campos (na então província do Rio de Janeiro), filho natural do padre João Carlos Monteiro e de Justina, escrava africana, vendedora de frutas.
1868: Patrocínio começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro.
1871: Por iniciativa do visconde do Rio Branco foi promulgada a Lei do Ventre Livre, reconhecendo como livres as crianças nascidas de mães escravas.
1874: Na Faculdade de Medicina, Patrocínio concluiu o curso de Farmácia.
1875: Com Demerval Ferreira publicou o primeiro número do quinzenário satírico Os Ferrões.
1877: Entrou na Gazeta de Notícias, respondendo pela coluna A Semana Parlamentar.
1879: Casou-se com Maria Henriqueta Sena, a “Bibi”. Iniciou a campanha pela Abolição da escravatura.
1881: Ingressou na Gazeta da Tarde, vindo a se tornar proprietário do periódico.
1882: A convite de Paula Nei viajou ao Ceará em campanha pró-Abolição; como fruto, dois anos mais tarde o Ceará foi a primeira Província brasileira a dar a emancipação aos escravos.
1883: Patrocínio redigiu o Manifesto da Confederação Abolicionista.
1884: Publicou o romance Pedro Espanhol.
1885: Promulgada a Lei dos Sexagenários, que concedeu a liberdade aos escravos com idade igual ou superior a 65 anos. José do Patrocínio visitou Campos, onde foi saudado como um triunfador. No Rio de Janeiro o funeral de “tia” Justina, mãe de José do Patrocínio, transformou-se num grandioso comício de repúdio à escravidão.
1886: Foi eleito vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
1887: Deixou a Gazeta da Tarde, fundou e passou a dirigir o A Cidade do Rio. Publicou o romance Mota Coqueiro ou A pena de morte.
1888: A 13 de Maio a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no Brasil; José do Patrocínio beijou as mãos da Princesa.
1889: Patrocínio publicou o romance Os Retirantes, inspirado na inclemência da seca sobre os habitantes do nordeste do Brasil. Foi acusado de fomentar a violenta ação da Guarda Negra em defesa do isabelismo. A 15 de Novembro a República foi proclamada no Brasil.
1892: José do Patrocínio importou da França o primeiro automóvel que circulou no Brasil. Movido a vapor, o seu barulho espantava os transeuntes. Por ter publicado, no seu jornal, um manifesto de um dos chefes da Revolta da Armada, o marechal Floriano Peixoto, desterrou Patrocínio para Cucuí, no alto rio Negro (Amazonas).
1893: Proibida a publicação do periódico A Cidade do Rio, Patrocínio estava reduzido à miséria.
1905: Numa homenagem a Santos Dumont, ao discursar, José do Patrocínio sofreu uma hemoptise; faleceu a 30 de Janeiro.

Obras
1875: Os Ferrões, quinzenário satírico, 10 números, em colaboração com Dermeval Fonseca;
1887: Mota Coqueiro ou A pena de morte, romance;
1879: Os retirantes, romance;
1883: Manifesto da Confederação Abolicionista;
1884: Pedro Espanhol, romance;
1885, 17 de Maio: Conferência pública, no Teatro Politeama, em sessão da Confederação Abolicionista;
Associação Central Emancipadora, 8 boletins.