segunda-feira, 27 de agosto de 2007

José do Patrocínio

Cronologia
1853: Em 9 de outubro José Carlos do Patrocínio nasceu em Campos (na então província do Rio de Janeiro), filho natural do padre João Carlos Monteiro e de Justina, escrava africana, vendedora de frutas.
1868: Patrocínio começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro.
1871: Por iniciativa do visconde do Rio Branco foi promulgada a Lei do Ventre Livre, reconhecendo como livres as crianças nascidas de mães escravas.
1874: Na Faculdade de Medicina, Patrocínio concluiu o curso de Farmácia.
1875: Com Demerval Ferreira publicou o primeiro número do quinzenário satírico Os Ferrões.
1877: Entrou na Gazeta de Notícias, respondendo pela coluna A Semana Parlamentar.
1879: Casou-se com Maria Henriqueta Sena, a “Bibi”. Iniciou a campanha pela Abolição da escravatura.
1881: Ingressou na Gazeta da Tarde, vindo a se tornar proprietário do periódico.
1882: A convite de Paula Nei viajou ao Ceará em campanha pró-Abolição; como fruto, dois anos mais tarde o Ceará foi a primeira Província brasileira a dar a emancipação aos escravos.
1883: Patrocínio redigiu o Manifesto da Confederação Abolicionista.
1884: Publicou o romance Pedro Espanhol.
1885: Promulgada a Lei dos Sexagenários, que concedeu a liberdade aos escravos com idade igual ou superior a 65 anos. José do Patrocínio visitou Campos, onde foi saudado como um triunfador. No Rio de Janeiro o funeral de “tia” Justina, mãe de José do Patrocínio, transformou-se num grandioso comício de repúdio à escravidão.
1886: Foi eleito vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
1887: Deixou a Gazeta da Tarde, fundou e passou a dirigir o A Cidade do Rio. Publicou o romance Mota Coqueiro ou A pena de morte.
1888: A 13 de Maio a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no Brasil; José do Patrocínio beijou as mãos da Princesa.
1889: Patrocínio publicou o romance Os Retirantes, inspirado na inclemência da seca sobre os habitantes do nordeste do Brasil. Foi acusado de fomentar a violenta ação da Guarda Negra em defesa do isabelismo. A 15 de Novembro a República foi proclamada no Brasil.
1892: José do Patrocínio importou da França o primeiro automóvel que circulou no Brasil. Movido a vapor, o seu barulho espantava os transeuntes. Por ter publicado, no seu jornal, um manifesto de um dos chefes da Revolta da Armada, o marechal Floriano Peixoto, desterrou Patrocínio para Cucuí, no alto rio Negro (Amazonas).
1893: Proibida a publicação do periódico A Cidade do Rio, Patrocínio estava reduzido à miséria.
1905: Numa homenagem a Santos Dumont, ao discursar, José do Patrocínio sofreu uma hemoptise; faleceu a 30 de Janeiro.

Obras
1875: Os Ferrões, quinzenário satírico, 10 números, em colaboração com Dermeval Fonseca;
1887: Mota Coqueiro ou A pena de morte, romance;
1879: Os retirantes, romance;
1883: Manifesto da Confederação Abolicionista;
1884: Pedro Espanhol, romance;
1885, 17 de Maio: Conferência pública, no Teatro Politeama, em sessão da Confederação Abolicionista;
Associação Central Emancipadora, 8 boletins.

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